11 de mai de 2011

Citadel

From my citadel I see the world
Images unfocused dance in symmetrical windows
await the arrival of new conflicts
New questions

get what life gives them the
Bitter or sublime

From my citadel I see the world, and
Dirty of surprise
I look in the mirror smiling
Inert, beatenCitadel

All layers of faded faces

In my city the pain goes away
Between bombs, splinters and bruises
For myself screaming voice that was not

In my city I'm not wanted
I'm a river, I'm nothing.

by Nick harrison

8 de mai de 2011

Maternidade é um ato
e não se fundamenta no fato
De que a mulher nasceu para ser mãe.
Amor materno é construção
Que se sustenta no desejo
E não na imposição.

As mulheres quando meninas
Desde bem pequeninas
Aprendem cedo a cuidar.
Delas é esperado
Um papel determinado
Sem direito a reclamar.

Mas, ante exigências sociais
Há que haver uma distinção:
Bom mesmo é ser mãe real
Com ou sem tempo integral

Porém, sem idealização.

Mães não são fabricadas
Nem podem ser sufocadas
Em seu canto de desabafo.

É prazer e sofrimento
Descoberta e lamento
Que compõem a relação.

Iná Nascimento

5 de mai de 2011

CRÔNICAS?

Queria compor uma crônica aguda. Câncer terminal, desses que leva antes da hora os miseráveis dependentes de hospitais públicos. Todos viciados usuários (!) ou, pelo menos, assim tratados.
Revolucionária. Como aquelas de outrora, que ainda tingem de preto promissores jovens de classe media esbaldados em bebidas, cigarros e outros importados; vomitando palavras de ordem em balcões de bares, cuja presença é mais alta que o dinheiro do mês de muito trabalhador brasileiro. Um exemplo de usuários bem tratados. Mas ‘apenas’ viciados.
Um crônico motosserra pra falar do fogo e de tudo que se queima nas churrasqueiras. A cor-de-carne como a força do sertanejo, do agricultor, do pedreiro e do mendigo.
Escandalosa, dessas que viram capa de jornal e de revista, mas o papel que se perca, vá pro lixo, se desmanche e se recicle, renovando-se escandaloso outra vez. “Cruz credo”, como dizia minha avó. Estão todos babando de vontade de ser feliz.
Enfim, que seja bem festiva! Samba enredo pra disfarçar de alegria nosso verdadeiro carnaval.
Por outro lado, me sinto frágil, incapaz de ta tal plágio, sou um mentiroso dissimulado: prefiro ficar aqui fazendo piada das minhas infelicidades, a ter que compactuar com essa que se mostra tão cruel e metódica – desde tempos em que o minuano era um refrigerante

Wagner Melo Oliveira Melo.