16 de jul. de 2009

CINCO SEGUNDOS...ETERNOS

Luz vermelha
Da disparada dor
Cotidiana
Emana
A carência
Sem referência
O sinal vai abrir
“tio, óia o chiclete”.
à bala na mão
não no peito
no trânsito louco
transita a fome
que sujeita o homem
o sinal ta fechado
o coração também
a esperança acelera
fugiu avenida a fora
buzina agita
o peito grita
o som não sai
a fome mastiga
e por aí vai
o vidro ta limpo
sou malabarista e brinco
“tio, me dá”.
cinco...
segundos de atenção ““.
quero quebrar
da algema o elo
evitar o duelo
saí vencedor
na batalha final
ser bem, não mal.
chiclete ofertado
trânsito parado
vidro fechado
fim anunciado
na troca de balas
com todo efeito
não mais na mão
agora no peito
ajoelho e deito.
O semáforo abriu.

Moises Abilio

13 de jul. de 2009

O prazer da vida

Claudio Laureatti, Sarau do Querô no CEU Butantã

HECTACOMBE VERBALICO

Formato o tempo, e
Sem elemento
Sucumbe a voz.
Mais tento
Pro testar, socializando a idéia.
Permeando o verbo, Ir.
Vou, adverbiando a
Escala de valores
Na produção silábica, somo-os.
Indo, fico estático
E nessa caminhada vital
Não decodifico o curso
Percurso inserido na grade
Verbalizo a vontade
Vou ou não?
Sendo letrista, listro a solução
A prazo ou avista
Pago-as.
E no imaginário curricular
Do ementário, solicito a concepção.
Parafraseio a questão
E no choque de idéias
Idealizo o a explosão.
Hectacombe verbálico.

Moisés Abílio

SEM INSPIRAÇÃO

Despudorado-me
Proíbo o proibido
Deleto o contido
Nas efêmeras leis
Do homem.
Alço -me até o chão
E me arrasto nesta nuvem
Incolor,
Sendo eu um avestruz
As asas me oportuna
Um contato diário, com a rispidez
Rastejante, acumulada no intimo.
Sigo então a poética, praticando uma
Linguagem de uma pureza dúbia
É onde tudo e nada
Se confundem
Na socialização de idéias
abstrata s
Tudo retrata
E na escala de opiniões
Amordaço-me com
A fala incutida, que não é ouvida é só
Mais uma pauta
da efêmera vida.

Moises Abilio

28 de jun. de 2009

Poema Manifesto

PM persegue estudantes
Estudar não é coisa de delinqüentes
Polícia
Repressão
Estão passando por cima
Do Elogio à loucura
Do Livre arbítrio
Em meio ao conflito, reunião
E o Direito à Preguiça?
Choque/contenção: Mentira!
Jogam no lixo universidade e democracia
Você tem direito a um telefonema
dois tapas na cara, estilhaços de granadas
A assembléia está encerrada
Essa é a borracha que apaga
o debate da educação no Brasil
Diálogo assim nunca se viu

A flor e a náusea dos gases de pimenta
no caminho com Maiakovsky
Bouquet de rosas arremessado derruba o cap do Coronel
Fumaça sob fazendo um véu
Florbela Espanca Educação pela pedra
Escola de Facas Fuzil
Para tanta violência haja violetas
teatros mágicos coros de carcarás
Brigadas do riso pra não chorar
Ai, ai, ai ...
Foge-nos pouco e pouco a curta vida universitária
Vai-nos o ensino de qualidade e gratuito
E porque não dissemos nada
Já não podemos dizer nada
E agora reitor(a)?
A festa acabou
Viva à vaia à tropa de choque no campus
Vossa Senhoria deverá dirigir-se ao olho da rua
Diretas Já se torna realidade
quando a maioria estudantil acreditar
Tem que ter microfone megafone
É tudo no nosso nome

Cláudio Laureatti