10 de set. de 2010

Anônimo

Irriquieto me vigia ao longe;
Frio, distante, assim sem dizer nada,
tao curioso, fugidio...
Engana-se sua arrogância.
de pensar que a indiferença liberta!
Sua mente curiosa, aguçada, viva
percorre minhas palavras, tentando vasculhar através delas
meu pensamento variável e inconstante...
Busca comparações, semelhanças
ou só interpretar minha alma?
Respostas para si mesmo,
acerca do que não viveu?
Se arrepende?
Sonha?
O que pensa a mente em turbilhão,
que tem milhões de idéias e frases???
O que buscam os caracóis desalinhados,
oscilantes ao sabor do vento, dos julgamentos, dos medos?
Como criança, me espia...
Ora observador, ora sutil;
Ora platéia, ora juiz.
Ora carne, ora alma vagando...
Sabe que na terra sou carne viva
faminta, louca e estranha!
Temeroso se oculta...
teme meu espirito, minhas violèncias?
O que teme e sonha
sentado, enquanto durmo?
O que busca e deseja
essa alma que anonimamente me persegue???

Lica Lima

7 de set. de 2010

Sonho

Sonho um sonho
que o sonho não sabe
que o não consegue sonhar.
Sonho que sonho
que o sonho, um dia,
se vai mascarar…
de sonho!?!
Tão sonhado é este sonho
que o próprio sonho
se sonha tão sonhado!!!!

Sonho um sonho
que o sonho não sabe
que o sonho não tem,
mas sonho que sonha
esse sonho
um sonho comigo também…

Paula Fonseca

4 de set. de 2010

POEMA ABUSADO

No auto abuso

Abuso da idéia

E sigo em linha reta

Sou atleta

E no exercício

Da palavra

Uso minha lavra.

Lapido o dia

Moises Abilio

2 de set. de 2010

vazio

eu sou minha própria sombra,
uma alma sem rosto,
leve sombra ventosa,
q passeia pela calçada,
na pisada dos cachorros...

Beto Mattos