Ela está no horizonte
me aproximo dois passos
e ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos
e o horizonte corre
dez passos para tráz.
Por muito que eu caminhe
nunca a alcançarei.
Pra que serve a utopa?
Serve pra isso: para caminhar.
Fernando Berri
29 de nov. de 2010
16 de nov. de 2010
Muitas fugiam ao me ver
pensando que eu não percebia.
Outras pediam pra ler
os versos que eu escrevia.
Era papel que eu catava
para custear o meu viver,
e no lixo eu encontrava
livros para eu ler.
Quantas coisas eu quiz fazer,
fui tolhida pelo preconceito.
Se eu extinguir quero renascer
num país que predomina o preto.
Adeus! Adeus, eu vou morrer!
E deixo esses versos ao meu país.
Se é que temos o direito de renascer,
quero um lugar onde o preto é feliz.
Carolina Maria de Jesus
pensando que eu não percebia.
Outras pediam pra ler
os versos que eu escrevia.
Era papel que eu catava
para custear o meu viver,
e no lixo eu encontrava
livros para eu ler.
Quantas coisas eu quiz fazer,
fui tolhida pelo preconceito.
Se eu extinguir quero renascer
num país que predomina o preto.
Adeus! Adeus, eu vou morrer!
E deixo esses versos ao meu país.
Se é que temos o direito de renascer,
quero um lugar onde o preto é feliz.
Carolina Maria de Jesus
30 de out. de 2010
O velho safado e hidrófobo que guarda a porta deste boteco virtual, dia e noite, ataca ao menor sinal de perfumaria literária, afetação estilística ou requintes formais dos que nunca perceberam a relação entre a vida e a arte.(ou se recusam a isso, o que é mais perigoso). Enquanto isso, aqui dentro, fluem libações com vinho ordinário e se costura a mortalha do último escritor acadêmico com as tripas do último poeta concretino.
Beto Cadilhe
Beto Cadilhe
23 de out. de 2010
Honra ao mérito
A poesia invade a vida
E no âmago do ser
Não sou.
Aquele romântico transmissor.
O belo verso
Soa inverso
Agride ao tema,
Ressoa o dilema,
E ecoando no vértice
Do universo
Versejando ao sabor
Do som,
Um dom
Não Juan,
Mais sim, um emérito
Construtor, moldado na releitura.
Ignorada, sendo tudo
Tecnicamente, soa como
Nada.
Poesia retratada, um verso
De quadrante oficio
Ser poeta um vício.
Assumo a peja
Honra ao mérito,
Assim seja.
Moises Abilio
E no âmago do ser
Não sou.
Aquele romântico transmissor.
O belo verso
Soa inverso
Agride ao tema,
Ressoa o dilema,
E ecoando no vértice
Do universo
Versejando ao sabor
Do som,
Um dom
Não Juan,
Mais sim, um emérito
Construtor, moldado na releitura.
Ignorada, sendo tudo
Tecnicamente, soa como
Nada.
Poesia retratada, um verso
De quadrante oficio
Ser poeta um vício.
Assumo a peja
Honra ao mérito,
Assim seja.
Moises Abilio
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