Maternidade é um ato
e não se fundamenta no fato
De que a mulher nasceu para ser mãe.
Amor materno é construção
Que se sustenta no desejo
E não na imposição.
As mulheres quando meninas
Desde bem pequeninas
Aprendem cedo a cuidar.
Delas é esperado
Um papel determinado
Sem direito a reclamar.
Mas, ante exigências sociais
Há que haver uma distinção:
Bom mesmo é ser mãe real
Com ou sem tempo integral
Porém, sem idealização.
Mães não são fabricadas
Nem podem ser sufocadas
Em seu canto de desabafo.
É prazer e sofrimento
Descoberta e lamento
Que compõem a relação.
Iná Nascimento
8 de mai. de 2011
5 de mai. de 2011
CRÔNICAS?
Queria compor uma crônica aguda. Câncer terminal, desses que leva antes da hora os miseráveis dependentes de hospitais públicos. Todos viciados usuários (!) ou, pelo menos, assim tratados.
Revolucionária. Como aquelas de outrora, que ainda tingem de preto promissores jovens de classe media esbaldados em bebidas, cigarros e outros importados; vomitando palavras de ordem em balcões de bares, cuja presença é mais alta que o dinheiro do mês de muito trabalhador brasileiro. Um exemplo de usuários bem tratados. Mas ‘apenas’ viciados.
Um crônico motosserra pra falar do fogo e de tudo que se queima nas churrasqueiras. A cor-de-carne como a força do sertanejo, do agricultor, do pedreiro e do mendigo.
Escandalosa, dessas que viram capa de jornal e de revista, mas o papel que se perca, vá pro lixo, se desmanche e se recicle, renovando-se escandaloso outra vez. “Cruz credo”, como dizia minha avó. Estão todos babando de vontade de ser feliz.
Enfim, que seja bem festiva! Samba enredo pra disfarçar de alegria nosso verdadeiro carnaval.
Por outro lado, me sinto frágil, incapaz de ta tal plágio, sou um mentiroso dissimulado: prefiro ficar aqui fazendo piada das minhas infelicidades, a ter que compactuar com essa que se mostra tão cruel e metódica – desde tempos em que o minuano era um refrigerante
Wagner Melo Oliveira Melo.
Revolucionária. Como aquelas de outrora, que ainda tingem de preto promissores jovens de classe media esbaldados em bebidas, cigarros e outros importados; vomitando palavras de ordem em balcões de bares, cuja presença é mais alta que o dinheiro do mês de muito trabalhador brasileiro. Um exemplo de usuários bem tratados. Mas ‘apenas’ viciados.
Um crônico motosserra pra falar do fogo e de tudo que se queima nas churrasqueiras. A cor-de-carne como a força do sertanejo, do agricultor, do pedreiro e do mendigo.
Escandalosa, dessas que viram capa de jornal e de revista, mas o papel que se perca, vá pro lixo, se desmanche e se recicle, renovando-se escandaloso outra vez. “Cruz credo”, como dizia minha avó. Estão todos babando de vontade de ser feliz.
Enfim, que seja bem festiva! Samba enredo pra disfarçar de alegria nosso verdadeiro carnaval.
Por outro lado, me sinto frágil, incapaz de ta tal plágio, sou um mentiroso dissimulado: prefiro ficar aqui fazendo piada das minhas infelicidades, a ter que compactuar com essa que se mostra tão cruel e metódica – desde tempos em que o minuano era um refrigerante
Wagner Melo Oliveira Melo.
30 de abr. de 2011
28 de abr. de 2011
Antes de mim
Antes de mim
O ESPELHO
Refletiu teu desespero
Antes de mim
O SILENCIO
...Invadiu teu coração
Antes de mim
PALAVRAS
Espectros em teu cérebro
ANTES DE MIM
INTERROGAÇÕES CAVAM TUA ALMA
Alfredo Leão
O ESPELHO
Refletiu teu desespero
Antes de mim
O SILENCIO
...Invadiu teu coração
Antes de mim
PALAVRAS
Espectros em teu cérebro
ANTES DE MIM
INTERROGAÇÕES CAVAM TUA ALMA
Alfredo Leão
28 de mar. de 2011
Onde cabe o mundo?
No mar o entardecer
são as pedras que me esperam
e derivam por minha chegada
pro meu silencio quebrar
Atrás da pedra o vazio
o som, o silencio que não existia
o canto da sereia, canto do mar
o mundo dentro da concha
Beto Mattos
são as pedras que me esperam
e derivam por minha chegada
pro meu silencio quebrar
Atrás da pedra o vazio
o som, o silencio que não existia
o canto da sereia, canto do mar
o mundo dentro da concha
Beto Mattos
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