Há tanto azul em mim,
mas tanto azul...
que durmo céu
e acordo mar...
Elcio Tuiribep
3 de abr. de 2012
24 de jan. de 2012
As maos soterradas
na maresia do verbo,
cores sem lei nem governo e
uma certa celebraçao ao buraco do tempo.
A pincelada escura no músculo do ombro esquerdo,
o nascimento da tinta ressequida
em meio as fábulas,
ao vídeo,
ao vácuo.
Se o artista se adianta muito
basicamente é lírico,
se se perde, com o rosto cantando à beira do abismo,
o sabor da dor é carniça!
Miriam Costa
na maresia do verbo,
cores sem lei nem governo e
uma certa celebraçao ao buraco do tempo.
A pincelada escura no músculo do ombro esquerdo,
o nascimento da tinta ressequida
em meio as fábulas,
ao vídeo,
ao vácuo.
Se o artista se adianta muito
basicamente é lírico,
se se perde, com o rosto cantando à beira do abismo,
o sabor da dor é carniça!
Miriam Costa
3 de jan. de 2012
ócio-osso
ahh seu cachorro vagabundo
que dizem ser o príncipe das trevas
sai pra ladrar toda madrugada
despedaçando o sossego, seus uivos maldosos
guia as sombras curvas à rua deserta
sabes sempre o caminho de casa
ahh seu cachorro safado
atrapalhado anda atrás das namoradas
cheirar fezes frescas e um poste pra urinada
desocupado até achar um cio, osso
carpir vacilos de outros, vagabundos
se uma donzela inocente se apresente
baixa a guarda e recolhe os dentes
dá a pata e se desarranja doido
faz-se bobo com a língua à mostra
tudo por um pedaço de biscoito
mesmo um banho de perfume, desgostoso
mas quando a recompensa lhe falta
sai à agourar gatos e a passarinhada
volta à lama e desenterra a carniça
se esfrega e rola feito lombriga
vai se exibir sórdido fedorento
Beto Matos
que dizem ser o príncipe das trevas
sai pra ladrar toda madrugada
despedaçando o sossego, seus uivos maldosos
guia as sombras curvas à rua deserta
sabes sempre o caminho de casa
ahh seu cachorro safado
atrapalhado anda atrás das namoradas
cheirar fezes frescas e um poste pra urinada
desocupado até achar um cio, osso
carpir vacilos de outros, vagabundos
se uma donzela inocente se apresente
baixa a guarda e recolhe os dentes
dá a pata e se desarranja doido
faz-se bobo com a língua à mostra
tudo por um pedaço de biscoito
mesmo um banho de perfume, desgostoso
mas quando a recompensa lhe falta
sai à agourar gatos e a passarinhada
volta à lama e desenterra a carniça
se esfrega e rola feito lombriga
vai se exibir sórdido fedorento
Beto Matos
21 de nov. de 2011
Sou Negro
meus avós foram queimados
pelo sol da África
minh'alma recebeu o batismo dos tambores atabaques, gonguês e agogôs
Contaram-me que meus avós
vieram de Loanda
como mercadoria de baixo preço plantaram cana pro senhor do engenho novo
e fundaram o primeiro Maracatu.
Depois meu avô brigou como um danado nas terras de Zumbi
Era valente como quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
o pau comeu
Não foi um pai João
humilde e manso
Mesmo vovó não foi de brincadeira
Na guerra dos Malês
ela se destacou
Na minh'alma ficou
o samba
o batuque
o bamboleio
e o desejo de libertação...
Por Solano Trindade
pelo sol da África
minh'alma recebeu o batismo dos tambores atabaques, gonguês e agogôs
Contaram-me que meus avós
vieram de Loanda
como mercadoria de baixo preço plantaram cana pro senhor do engenho novo
e fundaram o primeiro Maracatu.
Depois meu avô brigou como um danado nas terras de Zumbi
Era valente como quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
o pau comeu
Não foi um pai João
humilde e manso
Mesmo vovó não foi de brincadeira
Na guerra dos Malês
ela se destacou
Na minh'alma ficou
o samba
o batuque
o bamboleio
e o desejo de libertação...
Por Solano Trindade
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