AGRIDOCE
INEXPLICA O PALADAR
INERENTE AO SABOR
ANTÍTESE DO TORPOR
DUALISMO DOS SENTIDOS
UMA ESPECÍE DE RELATIVISMO
ANTAGÔNICO DE FORMAÇÃO
SALGA: O MAR, CARNE E DOR
ADOÇA: A VIDA, ALEGRIA E AMOR
E SÃO AS PALAVRAS QUE ASCENDEM
E DESMORONAM OS SERES
HUMANOS
André Gustavo de Castro Mattos
21 de set. de 2008
19 de set. de 2008
Transgressão
ser
ser o não ser
que querem que seja
que querem que veja
Quem não vêem o que é
ser
ser o não ser
Que nega o que é
Que é o que nega
Por não ser o que é
ser
ser o não ser
o que ainda não existe
ainda que o ser resista
por desconhecer o que é
ser
ser o não ser
ainda seja
o ser que existe
mas que nega o que é
ser
ser o não ser
ainda que é o que não nega
mas resista ao que é
Hélio Rios
ser o não ser
que querem que seja
que querem que veja
Quem não vêem o que é
ser
ser o não ser
Que nega o que é
Que é o que nega
Por não ser o que é
ser
ser o não ser
o que ainda não existe
ainda que o ser resista
por desconhecer o que é
ser
ser o não ser
ainda seja
o ser que existe
mas que nega o que é
ser
ser o não ser
ainda que é o que não nega
mas resista ao que é
Hélio Rios
Marrom Sóbrio
2006, Quinta-Feira em verdade.
Enquanto a doce cabrita dangola tergiversa;
a penumbra concorre com o cigaro mas não evita o transtorno da tentativa trêmule
de retomar a arte do sorriso lírico tantas vezes ignorado quanto incompreendido.
O mesmo sorriso cínico pseudo infantil que oferece carinho enquanto admoesta a alma,
numa fogueira de sofismas, ditos sorrisos dúbios, não aquecem o coração,
mas conferem entropia às nossas intenções desprovidas de pré-objetivos.
Descarto toda essa necessidade tórrida pela razão libertadora;
pela pseudo razão libertadora,
descrita por razões pseudo libertadoras.
Descarto todo esse jogo mesquinho dos que discutem a discussão,
para por a prova seus dotes da contemporânea dialética de superfície,
infames monólogos movidos à carência esquizofrênica de quem aprova a tal:
'auto-estima-pseudo-cultural-socio-político-acadêmica'.
Carrego antes a Bandeira de Manoel;
Percebo simplicidade amorosa e matemática de tudo aquilo,
que uma vez definido como sistema,
nos envolve, nos engole, nos reforma, nos transforma,
nos informa, nos transtorna, nos deforma e nos conquista.
Desarmado, arquiteto apenas jogos de cumplicidade mútuo expositivas.
Apenas metáforas infantis e que de tão infames,
turvam a atmosfera de um marrom sóbrio que cintila.
Fernando Capeletto
fc@usp.br
Enquanto a doce cabrita dangola tergiversa;
a penumbra concorre com o cigaro mas não evita o transtorno da tentativa trêmule
de retomar a arte do sorriso lírico tantas vezes ignorado quanto incompreendido.
O mesmo sorriso cínico pseudo infantil que oferece carinho enquanto admoesta a alma,
numa fogueira de sofismas, ditos sorrisos dúbios, não aquecem o coração,
mas conferem entropia às nossas intenções desprovidas de pré-objetivos.
Descarto toda essa necessidade tórrida pela razão libertadora;
pela pseudo razão libertadora,
descrita por razões pseudo libertadoras.
Descarto todo esse jogo mesquinho dos que discutem a discussão,
para por a prova seus dotes da contemporânea dialética de superfície,
infames monólogos movidos à carência esquizofrênica de quem aprova a tal:
'auto-estima-pseudo-cultural-socio-político-acadêmica'.
Carrego antes a Bandeira de Manoel;
Percebo simplicidade amorosa e matemática de tudo aquilo,
que uma vez definido como sistema,
nos envolve, nos engole, nos reforma, nos transforma,
nos informa, nos transtorna, nos deforma e nos conquista.
Desarmado, arquiteto apenas jogos de cumplicidade mútuo expositivas.
Apenas metáforas infantis e que de tão infames,
turvam a atmosfera de um marrom sóbrio que cintila.
Fernando Capeletto
fc@usp.br
14 de set. de 2008
Antônio, Sapato
Sou excluído só pelo fato
de que eu não tenho sapato
vivo na rua e lata eu cato
porque eu não tenho sapato
com o que cato faço meu prato
porque eu não tenho sapato
cercado de resto de lixo e ratos
porque eu não tenho sapato
no momento não tenho futuro exato
porque eu não tenho sapato
anjo mulher sonho abstrato
vê se me traz um sapato
desse sistema sou um retrato
de pé no chão sem sapato
dessa cidade sou carrapato
descalço sem sapato
te ameaço de assassinato
só pra roubar seu sapato
não me provoque ou eu te mato
e já não me importa o sapato.
Alan Christian
de que eu não tenho sapato
vivo na rua e lata eu cato
porque eu não tenho sapato
com o que cato faço meu prato
porque eu não tenho sapato
cercado de resto de lixo e ratos
porque eu não tenho sapato
no momento não tenho futuro exato
porque eu não tenho sapato
anjo mulher sonho abstrato
vê se me traz um sapato
desse sistema sou um retrato
de pé no chão sem sapato
dessa cidade sou carrapato
descalço sem sapato
te ameaço de assassinato
só pra roubar seu sapato
não me provoque ou eu te mato
e já não me importa o sapato.
Alan Christian
Simples X Complicado
Música pode ser simples
porque simples é a arte.
Simples também é a vida
Tão ao todo como em partes
Complicado é um conceito
complicado é o meu jeito
complicar é um defeito
pois o simples é reto e direto
mas o complicado existe
complicada é a ciência
o complicado persiste
essa é nossa tendência
simplicidade é amar
simplicidade é viver
complicado é explicar
o que é tão simples saber
complicação é uma máscara
que oculta a verdade
para que você não perceba
que a verdade é simplicidade.
Alan Christian
porque simples é a arte.
Simples também é a vida
Tão ao todo como em partes
Complicado é um conceito
complicado é o meu jeito
complicar é um defeito
pois o simples é reto e direto
mas o complicado existe
complicada é a ciência
o complicado persiste
essa é nossa tendência
simplicidade é amar
simplicidade é viver
complicado é explicar
o que é tão simples saber
complicação é uma máscara
que oculta a verdade
para que você não perceba
que a verdade é simplicidade.
Alan Christian
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