O velho safado e hidrófobo que guarda a porta deste boteco virtual, dia e noite, ataca ao menor sinal de perfumaria literária, afetação estilística ou requintes formais dos que nunca perceberam a relação entre a vida e a arte.(ou se recusam a isso, o que é mais perigoso). Enquanto isso, aqui dentro, fluem libações com vinho ordinário e se costura a mortalha do último escritor acadêmico com as tripas do último poeta concretino.
Beto Cadilhe
30 de out. de 2010
23 de out. de 2010
Honra ao mérito
A poesia invade a vida
E no âmago do ser
Não sou.
Aquele romântico transmissor.
O belo verso
Soa inverso
Agride ao tema,
Ressoa o dilema,
E ecoando no vértice
Do universo
Versejando ao sabor
Do som,
Um dom
Não Juan,
Mais sim, um emérito
Construtor, moldado na releitura.
Ignorada, sendo tudo
Tecnicamente, soa como
Nada.
Poesia retratada, um verso
De quadrante oficio
Ser poeta um vício.
Assumo a peja
Honra ao mérito,
Assim seja.
Moises Abilio
E no âmago do ser
Não sou.
Aquele romântico transmissor.
O belo verso
Soa inverso
Agride ao tema,
Ressoa o dilema,
E ecoando no vértice
Do universo
Versejando ao sabor
Do som,
Um dom
Não Juan,
Mais sim, um emérito
Construtor, moldado na releitura.
Ignorada, sendo tudo
Tecnicamente, soa como
Nada.
Poesia retratada, um verso
De quadrante oficio
Ser poeta um vício.
Assumo a peja
Honra ao mérito,
Assim seja.
Moises Abilio
16 de set. de 2010
inútil poema
vejo o mundo se decompondo
da janela de onde escrevo
sinto o cheiro de lama suja
e em lama subscrevo
há muito que sou lama
ou coisa bem pior
e o fedor que se descama
se consome ao meu redor
degredado da esperança
me esqueci de todo mundo
nem amigos, nem crianças
um silêncio moribundo
perdi tudo muito cedo
tentar, bem que tentei
mas tornar-se o arremedo
de tudo o que amei
é a pena mais dura
e a dor que se esvai
nem o tempo a sutura
Nick Harrison
da janela de onde escrevo
sinto o cheiro de lama suja
e em lama subscrevo
há muito que sou lama
ou coisa bem pior
e o fedor que se descama
se consome ao meu redor
degredado da esperança
me esqueci de todo mundo
nem amigos, nem crianças
um silêncio moribundo
perdi tudo muito cedo
tentar, bem que tentei
mas tornar-se o arremedo
de tudo o que amei
é a pena mais dura
e a dor que se esvai
nem o tempo a sutura
Nick Harrison
Poema perto do fim
A morte é indolor.
O que dói nela é o nada
que a vida faz do amor.
Sopro a flauta encantada
e não dá nenhum som.
Levo uma pena leve
de não ter sido bom.
E no coração, neve.
Thiago Mello
O que dói nela é o nada
que a vida faz do amor.
Sopro a flauta encantada
e não dá nenhum som.
Levo uma pena leve
de não ter sido bom.
E no coração, neve.
Thiago Mello
10 de set. de 2010
Anônimo
Irriquieto me vigia ao longe;
Frio, distante, assim sem dizer nada,
tao curioso, fugidio...
Engana-se sua arrogância.
de pensar que a indiferença liberta!
Sua mente curiosa, aguçada, viva
percorre minhas palavras, tentando vasculhar através delas
meu pensamento variável e inconstante...
Busca comparações, semelhanças
ou só interpretar minha alma?
Respostas para si mesmo,
acerca do que não viveu?
Se arrepende?
Sonha?
O que pensa a mente em turbilhão,
que tem milhões de idéias e frases???
O que buscam os caracóis desalinhados,
oscilantes ao sabor do vento, dos julgamentos, dos medos?
Como criança, me espia...
Ora observador, ora sutil;
Ora platéia, ora juiz.
Ora carne, ora alma vagando...
Sabe que na terra sou carne viva
faminta, louca e estranha!
Temeroso se oculta...
teme meu espirito, minhas violèncias?
O que teme e sonha
sentado, enquanto durmo?
O que busca e deseja
essa alma que anonimamente me persegue???
Lica Lima
Frio, distante, assim sem dizer nada,
tao curioso, fugidio...
Engana-se sua arrogância.
de pensar que a indiferença liberta!
Sua mente curiosa, aguçada, viva
percorre minhas palavras, tentando vasculhar através delas
meu pensamento variável e inconstante...
Busca comparações, semelhanças
ou só interpretar minha alma?
Respostas para si mesmo,
acerca do que não viveu?
Se arrepende?
Sonha?
O que pensa a mente em turbilhão,
que tem milhões de idéias e frases???
O que buscam os caracóis desalinhados,
oscilantes ao sabor do vento, dos julgamentos, dos medos?
Como criança, me espia...
Ora observador, ora sutil;
Ora platéia, ora juiz.
Ora carne, ora alma vagando...
Sabe que na terra sou carne viva
faminta, louca e estranha!
Temeroso se oculta...
teme meu espirito, minhas violèncias?
O que teme e sonha
sentado, enquanto durmo?
O que busca e deseja
essa alma que anonimamente me persegue???
Lica Lima
Assinar:
Comentários (Atom)