18 de jan. de 2015

E hoje vou dar um viva ao manifesto antropofágico. Ê, volta do mundo, camará. Eê, mundo dá volta, camará. E viva Luzia, a mais antiga mulher das américas. E viva Catarina Paraguassú, Chico Science, Clarice Lispector, Salman Rushdie e Malala, Lennon, Yoko e os panteras negras, George Harrison e Ravi Shankar, os três reis magos, Marco Pólo e Kublai Kan. E viva a mulher, que é o negro do mundo. Paul Simon e o Olodum. E as trans. E laikka, a cadela russa. E Trotsky. E Helena Blavatsky, Gandhi, Mandela, King. E todos os Mahatmas. E salve Tupã, Jaci, Jesus, Madalena, Alá e Aisha, mulher de Maomé. Sidarta, Krishna, Ogun e Oxumaré, Yashodhara, Lakshmi, Oxun, Yansã, Obá, Nanã e Yemanjá. E viva a Rainha da Floresta. Viva Sócrates e Diotima. Viva as crianças. E que a globalização esteja a serviço do humanismo. E vivam as narrativas dos homens, e que consigamos tirar delas o que há de melhor. E que elas nos façam mais amorosos. E viva Prometeu, que deu o fogo aos homens roubando-o dos deuses. 

Katia Arilha Fiorentino Nanci

1 de dez. de 2014

Aline Aubin

a minha irmãzinha querida ainda é uma pirralhinha no meu coração
e por esse motivo, eu fiz esse poema pra te encher de emoção
não importa se está perto ou se está longe
vai chorar quando cantar e vai fazer bico, um monte
quando uma musica tocar, ou uma lembrança ouvir
vai ter que pegar o paninho pra limpar o nariz
mesmo assim vai saber respirar
e enquanto falar sobre o amor, vai amar
e eu vou curtindo esse pedaço do meu coração
coração deste que você pode simplesmente chamar de irmão.

Fabio Aubin

20 de nov. de 2012

VULCÕES OU FLORES


Porque eu creio que há o mal,
É que irei praticar e me fortalecer no bem.
Por saber o valor do Amor
Devo propagar seu calor.
Pra quem se refugia na sombra do vulcão,
Peço que se prepare para as inevitáveis cóleras de fogo em cada violenta erupção.
Pra quem prefere guarnecer e fazer sombra para um broto,
Ao ver seu florescer terá prazer em dobro,
Por compartilhar do nascer da Vida,
Então terá no carinho a satisfação do seu esforço.
E verá que todo esforço ainda é pouco.
Como se pode ver,
Enquanto uns descansam em chamas,
Outros trabalham a Beleza do Amor,
E todo mundo colhe o que plantou.
Assim eu levo os frutos das minhas ações aonde eu for.
A diferença será o que terei em minhas mãos na hora da dor,
O que terei para pôr na ferida,
Brasa árdua ou pétalas amiga?
Esta escolha é a base da minha vida.
Nesta escolha defino a minha entrada,
O meu caminho,
E a minha saída.


(Marteluz de Jesus, 29812)

19 de nov. de 2012

olhos para ver

Tem olhos para ver o que está pensando?
 Já pensou por que pensa isto?
De que valem estes sentimentos?
Se muitas vezes somos conduzidos por desejos,
N'alguns momentos é a razão que tememos,
Pois ela nos coloca de volta em nosso lugar,
Seco, as vezes frio,
As vezes medo.
Então muitos estão se trombando por aí,
Guiados pelo desejo de ir.
Mas se esquecem ou não percebem que o desejo é cego.
Razão leva em consideração os três tempos.
Coração só julga pela sensação.
Então, Pelo bem da nação,
Razão tem que prevalecer.
 Olho tem que ver.
E sentimentos devem alertar.
A história não se dá ao Deus dará,
São as escolhas que dirão aonde chegar.
Escolha da razão, do coração,
Ou feita em conjunto pela situação.
Ninguém é dono de si.
Pois a vida e as emoções sempre estão a interferir.
A razão tenta se equilibrar,
Para junto com o coração pela vida andar.

 Marcelo de Jesus, 15/11/12

24 de mai. de 2012

tonto coração

Aquela canção que eu não terminei era ternura,
criatura era um amor
em flor um mar de fantasia jubileu de alegria,
depois do fim do dia apenas um cálice
na platéia verdades insólitas para solidão agora,
em passos despedaçados
 um quebra-cabeças sem lógica esvanecidas
palavras lançadas no vento em vôo de barata deslambida
na perna torta de um garrincha
na maquiagem de uma marina
um deslembrado canto blues tonto coração,
que não vive sem ilusão

 Beto Matos