18 de jan de 2015

E hoje vou dar um viva ao manifesto antropofágico. Ê, volta do mundo, camará. Eê, mundo dá volta, camará. E viva Luzia, a mais antiga mulher das américas. E viva Catarina Paraguassú, Chico Science, Clarice Lispector, Salman Rushdie e Malala, Lennon, Yoko e os panteras negras, George Harrison e Ravi Shankar, os três reis magos, Marco Pólo e Kublai Kan. E viva a mulher, que é o negro do mundo. Paul Simon e o Olodum. E as trans. E laikka, a cadela russa. E Trotsky. E Helena Blavatsky, Gandhi, Mandela, King. E todos os Mahatmas. E salve Tupã, Jaci, Jesus, Madalena, Alá e Aisha, mulher de Maomé. Sidarta, Krishna, Ogun e Oxumaré, Yashodhara, Lakshmi, Oxun, Yansã, Obá, Nanã e Yemanjá. E viva a Rainha da Floresta. Viva Sócrates e Diotima. Viva as crianças. E que a globalização esteja a serviço do humanismo. E vivam as narrativas dos homens, e que consigamos tirar delas o que há de melhor. E que elas nos façam mais amorosos. E viva Prometeu, que deu o fogo aos homens roubando-o dos deuses. 

Katia Arilha Fiorentino Nanci